Não sou preguiçoso, apenas sem vontade às vezes.
Um dia eu acordo e faço tudo que tenho que fazer: arrumo meu quarto, lavo as louças, organizo meus livros, etc...
Um dia eu acordo. Acordo pra vida e faço o que tenho que fazer. Por enquanto tou sem vontade.
Talvez porque meu ovo foi feito de material reforçado, mas ainda não estou disposto a acordar totalmente. Nem “a esquecer seu rosto de vez”. Embora já sinta o calor que vem de fora.
Mas também, pra quê tanta pressa pra tudo?
Pra quê viver para os outros, quando eu posso viver pra mim mesmo?
Eu nem mudei tanto assim! Ainda posso ser criança, oras...
Por que não se pode ser egoísta?
Tudo bem, não sejamos radicais. Mas, pensa bem: pra quem você está vivendo SUA vida ultimamente?
Às vezes me pego pensando nisso. Parece que minha vida está determinada sem um plano B ou C ou D. É como se tudo que fizéssemos fosse o que nós queremos, somos e devemos ser/fazer pra sempre. E isso me faz ficar sem vontade.
Mas, quando estou com preguiça, penso no que me dá vontade: um cacho de uvas, um subway de almôndegas, um refri gelado ou às vezes uma cerveja geladíssima mesmo.
São coisas que não me determinam, não sou uveiro ou refrigereiro muito menos cachaceiro.
Mas, enfim, acho que a vida quer que a gente se mexa. Só nos resta se mexer pelo que nos dá vontade, senão seremos sempre preguiçosos.