segunda-feira, 2 de maio de 2011

Conte moscas.


A madrugada me inspira. Eu não sei bem dizer o porquê. Acho que devo ter pensamento de mosca, que vai pensar no final da vida no fim do dia. As coisas ficam mais claras. Todas as respostas ficam na ponta da língua, aquilo que você ficou maquinando na sua cabeça o dia inteiro vem de repente. Melhor ainda quando foi um dia estressante, você teve que aturar todas aquelas cabeças de pote e o calor infernal da sua cidade. Acho que é a liberdade, você pode olhar tudo sem ninguém lhe ver. Lá vem o pensamento de mosca de novo! Mas pensa bem, se fossemos moscas faríamos tudo mais rápido, sem precisar bajular ninguém. Não teria rainha, nem presidente, nem bosta nenhuma. Aliás, bosta teria, mas seria pra comer.
A gente não já come tanta porcaria, qual seria a diferença?
O humano é tão engraçado, ele bota até um “ser” na frente pra pensar que é alguma coisa. Tenho muito mais respeito pelo ser mosca, que pra não gastar o tempo do outros vive só um dia mesmo.
Mas, voltando a madrugada. Acho que é a questão do proibido também. Quando éramos crianças, (falo da minha geração, claro) na maioria das vezes não passávamos das dez da noite. E se passávamos, uma da manhã é o máximo! Hahahahaha Se fosse final de semana dava até pra assistir filmes eróticos! Olha aí, que coisa mais legal!
Agora o que eu acho crucial para que a madrugada inspire é estar sozinho, ou melhor, isolado. Porque se você estiver numa festa, por exemplo, você pode estar sozinho (literalmente ou conotativamente), mas é como se você estivesse no mesmo lugar o dia todo, com as mesmas cabeças de pote, fazendo fita pra ninguém gravar. Você, por exemplo, pode até ver algumas cenas melhores que qualquer filme pornô na sua frente, mas não tem a mesma graça de como quando você está isolado. Claro que a madrugada não foi feita pra você ficar se masturbando na frente do PC ou da televisão enquanto a galera ta se comendo na balada, aliás, não sei, cada um escolhe o que fazer. Só acho isso um pouco triste. Melhor falar mal do mundo. Aliás, melhor seria dormir mesmo, seria o mais certo e o mais útil a fazer.
Mas, a madrugada instiga tantas inutilidades tão fundamentais que o sono só vem depois de muita besteira dita. Melhor que ficar contando carneirinhos, né?
Enfim, finalmente o sono parece que ta chegando. Deixa eu terminar por aqui, senão daqui a pouco estou igual a qualquer episódio dos Simpsons.
Boa sorte, você que entendeu esse texto!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Criamos conhecimento?

Muito se fala em conhecimento e sobre como ele é importante nos dias de hoje. Ok! De fato ninguém pode se dar ao luxo de não saber nada vezes nada. Mas, às vezes eu acho que o conhecimento ou a busca (às vezes exagerada) pelo conhecimento pode atrapalhar o desenvolver de uma pessoa.
-Que que isso? Que abusurdo!
-Sai daí, doido!
Calma... hehehe
Vejamos a seguinte situação: Tudo que temos hoje foi inventado por alguém, certo?
Se ninguém tivesse inventado ou descoberto ou, mais ainda, insistido! Não teríamos a capacidade de evoluir.
Tudo bem.
Porém, o que eu falo de que às vezes pode atrapalhar a ciência, de um modo geral, são os resultados tidos como absolutos.
Olha outra situação:
Quando eu era criança, pensava em criar várias coisas. Maaas, essas coisas já existiam! Então, as pessoas diziam: Dã! Isso é tal! Já existe... E consequentemente não pensava mais nisso.
Mas, e se, digamos, eu tivesse a idéia de criar, sei lá, o telefone?
Okkkk, já existe!
Mas, digamos que de alguma forma eu não soubesse disso. E se eu continuasse com a idéia de criar o telefone e acabasse desenvolvendo um sistema melhor do que existe hoje? Mesmo sem conhecer o atual.
Claro que nesse exemplo do telefone, é bem óbvio que o telefone já existe! Mas coloquei esse exemplo pra mostrar que muita gente fala que algumas idéias são plágios das outras. E é esse o meu ponto. Um plágio só é plágio porque alguém pensou em uma mesma coisa “primeiro”. Mas, e daí? Quer dizer que só porque os astronautas chegaram primeiro na Lua, ela passa automaticamente a domínio deles?
Quem é obrigado a conhecer as obras ou criações de infinitas pessoas só pra não correr o risco de não ser original?
Eu não posso construir uma coisa do zero e ao final descobrir que acabei fazendo uma coisa praticamente igual a que uma outra pessoa já fez?
É claro que isso é f--a, mas pow, não desmerece o meu trabalho!
Pra mim, todas as minhas idéias são minhas.
-Nããããão! É mesmo?
Mas o fato de que alguém pensar a mesma coisa que eu e depois dizer que é dela, não é absurdo. Duas pessoas podem sim pensar a mesma coisa! Às vezes um jeito de expor essa idéia agrada mais do que a outra, mas aí azar...
Não nego a importância de as pessoas conhecerem uma coisa que já existe e evoluir a partir daquele ponto.
Certo, menos perda de tempo.
Mas, voltemos praquele exemplo: Se eu não soubesse como se faz um telefone e fosse eu mesmo atrás de como construir um, sem usar os conhecimentos já disponíveis? Eu poderia estar criando um conhecimento novo!
Tá...Bem provavelmente, não.
Mas é se...
O que acontece é que as pessoas se confiam demais que uma coisa só pode ser de determinado jeito e “se tiver bão, tá bão”.
Eu imagino um mundo paralelo onde as pessoas estão nesse momento criando conhecimento do zero. Será que eles chegariam ao mesmo resultado que temos hoje neste mundo?